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MPMG deflagra operação “Cavalo de Troia” e investiga fraudes em licitações em Laranjal e Além Paraíba
A operação contou com o apoio das Polícias Civil e Militar para serem cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
Por Administrador
Publicado em 08/04/2026 21:11
Justiça

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a operação “Cavalo de Troia” nos municípios de Laranjal e Além Paraíba, na Zona da Mata mineira. A ação tem como objetivo apurar possíveis crimes contra a Administração Pública relacionados a processos licitatórios.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — três em Laranjal e quatro em Além Paraíba. As diligências ocorreram em residências dos investigados e também em sedes de empresas. A operação contou com o apoio das Polícias Civil e Militar.

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As investigações começaram após a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé identificar que duas empresas, ambas de Além Paraíba, passaram a vencer diversas licitações realizadas pela Prefeitura de Laranjal a partir de 2024.

Uma das empresas investigadas, com atuação voltada à gestão de pessoas, venceu dois chamamentos públicos importantes: um para administrar a Instituição de Longa Permanência de Laranjal, em 2024, e outro para gerir o Hospital Municipal, em 2025. No entanto, segundo o MPMG, foi constatado que os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa continham informações falsas.

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Ainda conforme apurado, a empresa teria alterado sua Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) poucos dias antes da abertura dos editais, o que levanta suspeitas de que havia conhecimento prévio sobre os processos licitatórios.

A segunda empresa investigada também é alvo de suspeitas. De acordo com o Ministério Público, ela teria criado uma sede fictícia em Laranjal apenas para atender às exigências de localização previstas nos editais. Mesmo sem comprovação de capacidade operacional compatível, a empresa participou e venceu licitações para fornecimento de diversos produtos, como material de escritório, caixas d’água, gêneros alimentícios e até drone pulverizador.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que os atestados de capacidade técnica dessa empresa teriam sido fornecidos pela primeira empresa investigada, o que reforça a suspeita de ligação entre ambas.

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Durante as apurações preliminares, o MPMG também identificou fortes indícios de superfaturamento e emissão de notas fiscais frias. Há suspeitas de que produtos pagos pela Prefeitura de Laranjal não tenham sido entregues integralmente, apesar da documentação indicar o recebimento.

As investigações ainda apontam que os representantes legais das duas empresas mantêm relacionamento afetivo, o que pode indicar a existência de um esquema estruturado para fraudar licitações.

O material apreendido será analisado e as investigações continuam. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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Foto: Divulgação/MPMG

Panorama Pop com Rádio Muriaé

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